Como já vem sendo habitual, lá fomos nós à procura de vento
enquanto a época não chega a Portugal. Desta vez Espanha, mais
precisamente Tarifa era o nosso destino. Sempre
que
se vai a Tarifa, encontra-se uma data que tenha um ou dois
feriados colados com o fim-de-semana, de forma a podermos
velejar pelo menos 3 dias, para justificar a deslocação. Este
ano a data escolhida foi o Carnaval.
Com uma semana de antecedência, começamos a monitorizar as
previsões meteorológicas e as estatísticas no local para que a
viagem não fosse feita em vão. Quanto mais perto nos
encontrávamos do dia da partida, mais instável estava a
previsão, ao ponto da viagem estar prestes a ser cancelada. Mas
sendo que a mesma se apresentava boa para sexta, sábado e
domingo, decidimos arriscar e sair mais cedo do que o previsto
antecipando a viagem um dia. O regresso também poderia ser mais
cedo, a não ser que o vento justificasse ficar até dia 24, o que
não aconteceu.
No primeiro dia, o primeiro grupo havia chegado de madrugada o
que permitiu ainda algum descanso, pouco mas regenerador. O
segundo grupo que havia partido de Lisboa também pela madrugado
também não tardava em chegar, pelo que contávamos entrar na água
perto das 12 horas locais.
O vento medido na praia de Valdevaqueros, onde se situa um dos
dois clubes Mistral de Tarifa, soprava com 18 nós e as rajadas
atingiam os 28 nós. Nesse local existiam também algumas ondas
que pelo tamanho não permitia que todos pudessem lá velejar em
segurança. Decidimos então ir para a duna, onde o vento era
estável e as ondas eram pequenas e fáceis de entrar.
No segundo dia a previsão não era tão boa e de facto, esteve
menos vento. Mesmo assim estavam um bons 18 nós o que permitiu
planar durante todo o dia com velas entre os 6 e 5 metros,
dependendo do peso do velejador.
Aproveitei para testar a nova prancha da escola, a JP X-CITE
RIDE 120 ES, que veio a substituir a Tabou Rocket 125. A vela
usada foi a Gaastra Remedy 6.4 de 2009. O mar com bastante
mareta e o vento algo excessivo para aquela vela iriam poder
perceber o comportamento da prancha em condições estremas.
A minha primeira impressão e tendo em linha de conta a posição
de um iniciado, percebi de imediato que a prancha não é tão
fácil como a Tabou. Com menos um centímetro e meio de largura e
mais 5 de comprimento, faz dela, uma prancha um pouco mais
técnica. Sendo este modelo considerado uma lenda, é a best
seller da JP, concebida para ser fácil mas ao mesmo tempo rápida
e confortável aliando o aspecto desportivo à suavidade que mesmo
nas condições mais estremas a mareta não prejudicava a prestação
da prancha. A velocidade e o controlo é notório, no entanto para
os menos experientes requer um pouco mais de experiência uma vez
que a velocidade é potenciada de tal forma que sentimos que
iremos levantar voo a qualquer momento sem no entanto perder o
controlo.
O último dia foi definitivamente perfeito. As previsões para
domingo não eram as melhores e de facto, apesar de haver vento,
não estava lá muito “famoso”, pelo menos ao nível da Meca do
windsurf na Europa. Reunimos o “conselho” e decidimos procurar o
melhor local para satisfazer as nossas “necessidades”. Pensamos
em ir a Palmones, mas o vento não passava dos 10 nós. Por sorte
nossa um dos velejadores, esqueceu umas compras no restaurante
em que habitualmente jantamos, esse facto permitiu perceber que
na vila o vento ultrapassava facilmente os 20 nós, o que
contrastava com o vento na praia de Valdevaqueros que deveria
rondar os 14 nós. Resolvemos então ir espreitar o porto de
Tarifa e lá encontramos 6 windsurfistas no lado do Mediterrâneo
a treinar Freestyle. Do lado do Atlântico umas ondas perfeitas
faziam as delícias dos Kiter’s. Um espectáculo digno de se ver.
Ainda pensamos velejar ali, mas o bom senso mandou-nos procurar
outros locais e em boa hora o fizemos, pois encontramos o lugar
perfeito.
A 2 km de Tarifa em direcção de Valdevaqueros, encontramos uma
praia em que o vento estava a soprar constante com 18 nós. As
ondas que se iam formando faziam umas esquerdas perfeitas e o
side-off fazia delas uma apetecível tentação. Não muito
convencidos, no entanto acabamos por entrar. De 5.8 a 4.2 foi a
diversão total. Para quem entrou vai recordar este dia como um
dos melhores dias de windsurf das suas vidas. As ondas de
tamanho médio mas fácil faziam paredes perfeitas com metro a
metro e meio onde facilmente se faziam 4 a 5 batidas por onda.
Para mim pessoalmente foi o melhor dia de sempre em Tarifa.
Até à próxima e…
Bons ventos,
Elisiário Carvalho
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windsurftrip - Tarifa
20 a 22 de Fevereiro 2009
Relato da viagem
Como já vem sendo habitual, lá fomos
nós à procura de vento enquanto a época não chega a
Portugal. Desta vez, Espanha, mais precisamente
Tarifa era o nosso destino.
windsurftrip - cabo verde
20 a 27 de Março 2008
Relato
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Em busca da
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wind & kite trip-jericoacoara
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24 de Novembro a 8 de Dezembro
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Como todos
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