De regresso a Portugal, aproveito esta oportunidade para fazer
um pequeno resumo da Viagem a Jericoacoara no Brasil.
1º Dia (Viagem Lisboa / Fortaleza)
11h00, tempo de nos concentrarmos todos no Aeroporto da Portela,
em Lisboa. O voo da EuroAtlantic, MMZ 5560, estava previsto para
as 13h10.
No dia anterior a azáfama tinha sido grande na Triologia, pois
tinham que se empacotar 14 pranchas e mais de 40 rigs. Assim
quase 500 kg de equipamento de windsurf, foram divididos por 6
pesadíssimos pacotes para embarcar junto com o grupo.
De volta ao aeroporto chegou a hora por que todos esperavam,
fazer o chek-in e zarpar de malas e bagagem em direcção ao
paraíso do windsurf. Mas antes de lá chegar o Purgatório
esperava por nós. Com todos os procedimentos relativamente ao
embarque de pessoas e carga acautelados, eis que a companhia
charter resolve querer cobrar um valor incomportável pelo
equipamento que fugia a tudo o que tinha sido acordado.
A solução foi simples, se o equipamento não embarcasse, nós
também não íamos. Todos nós já sabíamos que os clubes em Jericoacoara estavam esgotados e não existia equipamento em
quantidade para todos velejarmos. Com o risco de ficarem sem
passageiros e bagagem para transportar, a companhia cedeu e lá
fomos todos finalmente. A União Faz a Força.
Mas enganem-se os que acham que a aventura termina por aqui. Ao
aterrarmos em Fortaleza o avião teve um percalço que não sabemos
explicar, mas que foi bem visível a todos. A 50 metros de altura
da pista cai no solo e torna a subir por 3 vezes até que
finalmente, colado ao chão faz 1/3 da mesma completamente de
lado. O avião só se imobiliza mesmo a escassos metros do fim da
pista. Durante este tempo ninguém conseguiu discernir nada do
que se passava, ficando todos impávidos e “serenos” agarrando-se
ao banco da frente para não voarem.
Finalmente em Fortaleza, lá fizeram os procedimentos normais de
entrada no território. Existia apenas um guiché para os cidadãos
estrangeiros a funcionar e 2 para os nacionais, pelo que levámos
2 horas na fila a recuperar do susto.
Entrados no País e recolhidas as bagagens,
rumamos ao centro da cidade para o hotel onde iríamos recuperar
para o segundo dia de viagem em direcção a Jericoacoara.
Recuperar, mas nem todos… 4 sortudos tiveram a sorte de ser
convidados para uma festa que estava a acontecer na Praia do
Futuro. A festa era organizada pela Associação Brasileira de
Funboard, por ocasião do Campeonato do Mundo de Formula
Windsurfing, que se iria realizar nessa mesma semana. Para os 4
que foram foi a melhor festa a que alguma vez foram… Pormenores…
Dêem largas à vossa imaginação…
2º Dia (Viagem Fortaleza / Jericoacoara)
Bem cedo pusemo-nos a caminho, pois a viagem ainda era longa.
Desta forma o grupo foi dividido em 3, conforme os gostos e
necessidades.
O 1º grupo era constituído por apenas 2 pessoas que viajaram
pela estrada com o camião que transportava o equipamento e as
malas de toda a gente. O 2º grupo incluía um grupo de 4 pessoas
que pretenderam antecipar a sua chegada a Jericoacoara, na
esperança de ainda aproveitar 1 ou 2 horas desse dia para
velejar, viajando assim, também, pela estrada. Por fim, o 3º
grupo com os restantes elementos, viajou, também em 4X4, mas
pela praia conhecendo assim todas as belezas de mais de 300 km
de areia até ao destino final.
Chegar a Jeri não é difícil… mas também não é fácil. Depois de
mais de 200km de estrada em alcatrão, mais ou menos esburacada,
reservam-nos 70 km de terra batida e 30 km de areia, onde só se
chega de Jipe, Buggy ou Camião com os
pneus em baixa pressão. Ainda estou para entender como vi em
Jeri 1 ou outro carro normal. Será que foi lá parar de reboque?
Restantes Dias (Jericoacoara)
Chegados ao destino, eis que finalmente se prepara a grande
windsurfada. Por surpresa, este ano o vento não estava muito
forte, ainda assim deu para velejar todos os dias com velas
entre os 5.8 e os 4.5 metros. Coincidente com a nossa chegada em
dia de lua cheia, chegaram também as ondas. Durante 3 dias vento
e ondas fizeram as delícias de todos. Até de quem não estava
habituado a estas, pois as ondas de Jeri nada têm de parecidas
com as nossas.
A noite em Jeri, essa era sempre animada, apesar da ausência do
Guru da noite (Itamar) dono do Planeta Jeri, que chegou apenas
nos últimos dois dias da viagem para a festa da Triologia e
alegrar a noite.
Esta aldeia simpática, com 1500 habitantes e muitos turistas, na
sua maioria italianos, apresentava uma animação nocturna
consistente na Broadway e nos vários bares onde às Quartas e
Sextas se faziam as festas de Forró. Há quem fosse também à Mama
Africa, outra discoteca concorrente do Planeta Jeri, mas um
pouco mais afastada dos locais nocturnos mais comuns.
Na noite, tal como na água era frequente cruzarmo-nos com a mais
fina nata da PWA, tal como o Brawzinho, Paskowski e os craques
locais tais como o Ian Lemos, “Edivam” e outros.
Até ao último dia a rotina era sempre a mesma. De dia
velejava-se e à noite “passeava-se”.
Para terminar em beleza, não regressámos a casa sem que as ondas
voltassem para se despedirem de nós. No último dia tivemos o
melhor swell que poderíamos alguma vez
querer. Vagas com 1 metrão chegaram permitindo surfar ondas
compridas. As mais compridas que já alguma vez havíamos surfado.
Para quem não se importava de voltar a pé poderia desfrutar de
uma onda com mais de 2 km de cumprimento, fazendo desta a melhor
onda já alguma vez surfada por qualquer um de nós.
De regresso a casa, a viagem passou-se sem novidades.
No meu ponto de vista, esta é uma viagem a repetir constituindo
uma experiência inesquecível para todos (velejadores e
acompanhantes). Um spot com as melhores condições que já vi para
velejar em ondas, iniciar, evoluir e ainda para levar a família,
pois a praia é uma das mais belas do mundo cuja água a 28ºC e o
ar a 35ºC, faz do vento uma brisa desejável e extremamente
agradável para se estar na praia ou ainda aproveitar as inúmeras
actividades que esta tem para oferecer, tais como andar de
escuna, aprender capoeira, massagens, montar a cavalo, passear
de buggy e mais, muito mais…
Bons Ventos,
Elisiário carvalho
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windsurftrip - Tarifa
20 a 22 de Fevereiro 2009
Relato
da viagem
Como já vem sendo habitual, lá fomos
nós à procura de vento enquanto a época não chega a
Portugal. Desta vez, Espanha, mais precisamente
Tarifa era o nosso destino.
windsurftrip - cabo verde
20 a 27 de Março 2008
Relato
da viagem
Em busca da
praia, do bom tempo, do vento e das ondas, aqui fomos nós até ao
fantástico arquipélago de Cabo verde, mais especificamente à
ilha do Sal.
wind & kite trip-jericoacoara
2007
24 de Novembro a 8 de Dezembro
Relato
da viagem
De regresso a Portugal, aproveito esta oportunidade
para fazer um pequeno resumo da Viagem a
Jericoacoara no Brasil.
tarifa
Relato
da viagem
Nos dias 1 a 4 de Novembro,
realizou-se mais uma viagem de windsurf em que participaram
também velejadores de Kite,...